Mãe de garoto que agrediu adolescente de 13 anos diz que filho sofre ameaça

78

A mãe de um dos jovens envolvidos na agressão do adolescente Carlos Teixeira, que morreu aos 13 anos, uma semana após colegas pularem sobre as costas dele em uma escola em Praia Grande (SP), alega que o filho está abalado emocionalmente e recebeu ameaças de morte.

Em entrevista ao G1, a mulher revelou que o menino “está arrasado pelo falecimento do Carlinhos e também pelo que estão fazendo com ele”. “São duas tragédias”.

“O povo está ameaçando, dizendo que se o encontrarem na rua vão matá-lo, pois querem ‘sangue com sangue’”, declarou a mãe.

Carlos Teixeira morreu após sofrer três paradas cardiorrespiratórias, no último dia 16, quando estava internado na Santa Casa de Santos (SP) . O garoto foi encaminhado para unidade de saúde após dois meninos pularem nas costas dele, em 9 de abril, na Escola Estadual Júlio Pardo Couto.

Segundo a mãe, seu filho envolvido na agressão, mesmo sem ser intimado, se apresentou no 1º Distrito Policial de Praia Grande,prestou depoimento à Polícia Civil, mas não participou do momento em que os colegas pularam sobre as costas de Carlinhos.

“Ele está muito arrependido (…) Sempre o ensinamos a não se envolver em brigas. Está escondido, sem sair na rua ou sequer estudar”, declarou.

Segundo ela, o menino vai responder por bullying e agressão corporal em dois processos diferentes.

Relembre o caso

Carlos Teixeira, um adolescente de 13 anos, morreu na terça-feira (16/4),  o pai dele, Julisses Fleming, afirmou que o filho era saudável e acredita que a morte aconteceu em decorrência da agressão sofrida dentro da Escola, no dia 9 de abril.

Imagens compartilhadas pelas redes sociais  mostram o momento em que Carlinhos é agredido por outro jovem e é hostilizado por outros alunos, dentro da instituição de ensino. Os registros em vídeo da agressão são de março.

Outro vídeo, gravado pelo pai de Carlos, Julysses Fleming, mostra o adolescente chorando de dor e relatando que foi agredido por um estudante na escola.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Estado de São Paulo e é acompanhado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc) . A Prefeitura de Praia Grande está investigando as circunstâncias do atendimento do adolescente no pronto-socorro da cidade.