Covid-19: Ministério da Saúde simplifica processo para distribuição de antiviral

Em nota técnica, pasta recomenda que a prescrição do medicamento nirmatrelvir/ritonavir seja realizada em receituário comum; remédio é indicado para pacientes não graves que apresentam maior risco de piora

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Não é mais necessário preencher o formulário disponível no guia do medicamento para a prescrição e dispensação do antiviral nirmatrelvir/ritonavir (NMV/r) para pacientes com Covid-19 . A recomendação do Ministério da Saúde busca ampliar e facilitar o acesso da população ao medicamento.

De acordo com a nova recomendação, a prescrição do medicamento deverá ser realizada em receituário comum, em duas vias conforme prescrição do médico assistente que se responsabiliza em usá-lo nos pacientes até os primeiros cinco dias dos sintomas e que façam parte do grupo elegível para utilização.

O medicamento é indicado para pacientes com Covid-19 não grave, que apresentam alto risco para agravamento da doença e até 5 dias desde o início dos sintomas. O tratamento busca evitar o agravamento da enfermidade, especialmente em pessoas com fatores de risco e menor resposta vacinal.

Caso a prescrição do médico ainda seja realizada pela ficha contida no “Guia do NMV/r”, o medicamento ainda sim deverá ser dispensado. A orientação é que o laudo de exame positivo ou a ficha de notificação do caso de Covid-19 no e-SUS não devem ser exigidos pelo farmacêutico para dispensação do medicamento.

Importância da vacinação

A vacinação contra Covid-19 teve grande impacto na redução da morbimortalidade pela doença, evitando milhares de mortes e internações no Brasil. Diante do cenário incerto e ausência de história natural da doença causada pelo coronavírus, as estratégias e recomendações em relação à vacinação contra a Covid-19 são dinâmicas e podem ser modificadas a depender da mudança do cenário epidemiológico, surgimento de novas variantes e disponibilidade de novas vacinas.

Atualmente, a recomendação de vacinação contra a Covid-19 preconiza o esquema primário de duas doses para população geral a partir de cinco anos de idade e doses de reforços para grupos prioritários com maior risco para o agravamento em decorrência da doença. Esta estratégia elevou sobremaneira a efetividade das vacinas para prevenção de doença sintomática e formas graves da Covid-19, inclusive para a variante ômicron e suas subvariantes.