Encostar cartão ou celular para pagar está com os dias contados; entenda

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Em um futuro bem próximo, os pagamentos por aproximação não precisarão acontecer em uma distância tão curta. Ao menos é o que prevê o grupo de empresas responsáveis pelo padrão NFC, utilizado em todos os smartphones e também como parte da tecnologia dos cartões de plástico.

O que você precisa saber:

  • Atualmente você precisa literalmente encostar o cartão de crédito, débito ou celular para pagar por aproximação
  • De acordo com um documento para o padrão do NFC, em alguns meses a distância mínima para a transação acontecer passará de 5 milímetros para 3 centímetros
  • O grupo de empresas responsável pelo documento também quer maior alcance da antena para o alinhamento das partes, evitando falhas de comunicação
  • Além disso, a energia enviada para o cartão aumentará em três vezes, permitindo mais tecnologias no plástico como telas e leitores biométricos

Se você utiliza um celular com carteira digital ou cartão de crédito com o símbolo de antena para pagar por aproximação, já sabe que precisa encostar uma parte na outra para garantir a conversa e a transação. Isso torna a experiência sem contato não tão verdadeira.

Em dados brutos, temos o padrão de comunicação de curto alcance precisando de ao menos 5 milímetros de distância entre o pagador e a máquina de pagamento. Um novo documento emitido pelo NFC Forum, grupo de empresas como Apple, Google, Huawei, Qualcomm, Sony e STMicroelectronics, quer aumentar este número para 30 milímetros – ou 3 centímetros.

Com essa mudança, o pagamento sem contato físico realmente será efetuado com alguma distância entre as duas partes, mesmo que pequena. Outra alteração proposta pelo grupo está em maior quantidade de alinhamentos entre as duas pontas, para evitar falhas de leitura por conta do movimento da mão do usuário.

Energia do pagamento com NFC triplicará

O cartão de crédito ou débito conversa com a máquina por conta da mesma tecnologia que carrega celular sem fios: indução eletromagnética. Atualmente as máquinas utilizam 1 watt e o novo documento propõe aumentar o valor para 3 watts. Com isso o plástico poderia receber mais do que apenas uma antena com dados – quem sabe uma telinha ou energizar um leitor de impressões digitais.

Enfim, o documento com propostas para o NFC ainda não significa que amanhã você terá mais facilidade na hora de pagar por aproximação. A ideia é evoluir aos poucos nos próximos meses e isso inclui alterações tanto nos cartões, como nas máquinas de pagamento.

Conhecendo o mercado, eu apostaria nessas novidades começando a chegar em algum momento a partir do final de 2024, quem sabe em 2025.