Preso na Espanha, Daniel Alves dá novo depoimento à Justiça

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O jogador brasileiro Daniel Alves, preso desde janeiro na Espanha por acusação de estupro, prestou nesta segunda-feira (17) um novo depoimento à Justiça espanhola.

Na sessão, que foi solicitada pelo próprio Alves, ele admitiu que houve penetração mas alegou que a “relação” com a mulher que lhe acusa de estupro foi consensual, de acordo com a Promotoria de Barcelona. 

Em depoimentos anteriores, o brasileiro havia dito que não houve penetração. Primeiro, ele negou qualquer tipo de contato com a jovem que fez a acusação, e, ao ser confrontado com novas informações da Promotoria, afirmou os dois se encontraram no banheiro e que houve sexo oral, porém consensualmente.

Desta vez, o brasileiro argumento à juíza responsável pelo caso que mentiu em juízo porque queria ocultar a infidelidade de sua então esposa, a modelo espanhola Joanna Sanz. Sanz pediu o divórcio após ele ser preso.

O depoimento ocorreu por um pedido feito pelo próprio Alves para falar novamente com a juíza, formalizado por seu advogado, Cristóbal Martell, à juíza responsável pelo caso.

Pela lei espanhola, um acusado pode fazer esse pedido quantas vezes quiser.

A sessão durou cerca de 20 minutos, segundo a imprensa local, e também participaram dela os advogados de acusação, além da Promotoria de Barcelona, que foi quem fez o pedido de prisão preventiva à Alves.

O jogador brasileiro está desde o fim de janeiro no presídio de Brians 2, perto de Barcelona, acusado de ter estuprado uma mulher de 23 anos em uma boate da cidade espanhola no fim de dezembro. Ele nega a acusação. A Justiça ainda avalia se levará o caso a julgamento.

Na sexta-feira (14), a rádio espanhola Cadena Ser e o jornal El País afirmaram, com base em fontes do caso, que o brasileiro solicitou prestar um novo depoimento à juíza responsável pelo caso – é ela quem determinará se a investigação seguirá para ser julgada e se Daniel Alves virará réu.

Acusação

A mulher de 23 anos que acusa Daniel Alves disse à polícia que foi estuprada por ele no banheiro de uma boate de luxo em Barcelona no fim de dezembro. Ela chegou a ser socorrida na mesma noite por funcionários da discoteca, que utilizaram um protocolo para casos de suspeita de violência de gênero adotado por bares e casas noturnas da cidade.

Daniel Alves foi detido no fim de janeiro enquanto prestava depoimento à polícia sobre sobre o caso. A juíza responsável pelo caso, Anna Marín, viu contradições em suas declarações e acatou um pedido do Ministério Público espanhol de prisão preventiva sem fiança para o jogador.