Aneel diz que três torres de transmissão foram derrubadas e monitora a situação

Rotina de acompanhamento começou na segunda-feira (9). Segundo boletim da agência, não houve interrupção do fornecimento de energia. Duas ocorrências foram registradas em Rondônia e uma no Paraná.

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), responsável pela coordenação do Gabinete de Acompanhamento da Situação do Sistema Elétrico Brasileiro, informou que três torres de transmissão foram derrubadas desde o último domingo (8).

Segundo a Aneel, duas ocorrências foram registradas em Rondônia e uma no Paraná. Nenhuma levou à interrupção do fornecimento de energia.

As empresas responsáveis pela transmissão de energia informaram à Aneel que “há indícios” de vandalismo e sabotagem.

No caso da ocorrência no Paraná, Furnas, responsável pela estrutura de transmissão, reportou queda de uma torre a 50 km de Foz do Iguaçu, no município de Medianeira (PR). Segundo a empresa, “não foram identificadas condições climáticas adversas que possam ter causado queda de torres”.

Em Rondônia, uma das empresas informou que foram cortados dois estais (cabos de sustentação). Já a empresa responsável pela outra torre disse que está identificando as “avarias sofridas” e que a linha de transmissão deve voltar a funcionar a partir desta quarta-feira (11).

As informações estão em boletim divulgado pela Aneel. Desde a segunda-feira (9), a agência está responsável por monitorar quaisquer eventos “nos ativos e instalações do Ministério de Minas e Energia”.

Gabinete de acompanhamento

Em ofício enviado ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e às concessionárias de geração, transmissão e distribuição de energia, a Aneel informou sobre a instituição do Gabinete de Acompanhamento da Situação do Sistema Elétrico Brasileiro.

A agência explica que vai receber “as informações referentes a qualquer tentativa de ataque ou efetivo vandalismo, tanto sob o aspecto de integridade física como também cibernética das instalações”.

A Aneel também diz ter solicitado às empresas a suspensão do “fornecimento de energia elétrica de possíveis instalações provisórias, relacionadas à acampamentos clandestinos de manifestantes”.

A agência informou ainda que, desde segunda-feira (9), o ONS passou a adotar medidas para aumentar a segurança eletroenergética, como, por exemplo, o aumento do intercâmbio de energia entre os subsistemas.