Primeira bateria de CO2 pode chegar ao mercado

42

A primeira bateria de dióxido de carbono do mundo foi criada pela startup italiana Energy Dome. Agora a iniciativa está levando sua tecnologia para os Estados Unidos e pretende atuar em grande escala no armazenamento de energia renovável excedente. A bateria que foi construída originalmente em um tamanho pequeno, agora chegará ao país norte americano com proporções muito maiores.

Em resposta à Electrk, um porta-voz da Energy Dome disse que a demanda por um armazenamento de energia de longa duração e mecanismos de incentivo serão um bom impulso para o desenvolvimento da indústria. “O mercado dos EUA é um mercado primário para o Energy Dome e estamos trabalhando para nos tornarmos líderes de mercado nos EUA”, pontuou ele sobre a mudança para o país.

Com o crescimento das energias renováveis a necessidade de um armazenamento barato e duradouro tornou-se essencial. A energia solar e eólica nem sempre encontram-se disponíveis, seja porque está nublado ou com menos vento.Portanto armazenar a energia excedente delas pode ser ideal para serem utilizadas nesses dias.  

A bateria de CO2 surge como uma opção para esses obstáculos. Baterias convencionais, como a de lítio, podem parecer mais práticas de serem usadas, porém construí-las em grande escala pode ser inviável, tanto pelo custo, sua degradação e o desperdício de energia causado por elas. As produzidas pela Energy Dome, além do dióxido de carbono, só utilizam água e aço, barateando muito seu custeio.

Como funcionam as baterias de CO2

As baterias de CO2 utilizam a energia excedente de uma fonte renovável para comprimir o gás de uma cúpula até o transformar em um líquido, gerando calor. O calor e o líquido são armazenados, o que carrega a bateria. Para utilizar essa energia o processo inverso é realizado. O calor armazenado é utilizado para transformar o dióxido de carbono em gás novamente. Por fim, o CO2 alcança uma turbina que realimenta a rede. Esse sistema é independente e fechado. O gás que alimenta a turbina volta para a cúpula para carregar a bateria novamente, sem o liberar para a atmosfera.