Vídeo de Bolsonaro com embaixadores deverá ser retirado do ar pela TV Brasil e por perfis em redes sociais, conforme decisão do ministro Mauro Campbell, do Tribunal Superior Eleitoral.
A determinação envolve a reunião realizada no Palácio da Alvorada, em que o então presidente fez ataques sem provas às urnas eletrônicas. Na avaliação do ministro, a divulgação do material poderia configurar prática abusiva e causar dano à confiabilidade do processo eleitoral.

Vídeo de Bolsonaro com embaixadores é alvo de decisão do TSE
Segundo a decisão, o vídeo de Bolsonaro com embaixadores divulgado nas redes poderia funcionar como meio abusivo para obtenção de votos, especialmente pela proximidade do pleito e pela posição ocupada por Bolsonaro à época.
O ministro também afirmou haver risco de dano à própria Justiça Eleitoral em razão da disseminação de informações falsas ou gravemente descontextualizadas sobre o sistema de votação.
Pontos centrais da decisão
Decisão partiu do ministro Mauro Campbell, do Tribunal Superior Eleitoral.
A determinação envolve a retirada do conteúdo de plataformas digitais.
A reunião tratou de ataques sem provas ao sistema eletrônico de votação.
Reunião ocorreu no Palácio da Alvorada
A reunião com embaixadores ocorreu em 18 de julho e foi usada para repetir suspeitas já refutadas por órgãos oficiais sobre as eleições de 2018 e a segurança das urnas eletrônicas.
O vídeo de Bolsonaro com embaixadores ganhou repercussão por envolver diplomatas estrangeiros e declarações sobre o processo eleitoral brasileiro.
PGR também abriu apuração preliminar
Além da decisão no TSE, a Procuradoria-Geral da República abriu uma apuração preliminar para verificar se houve indícios de crime na conduta do então presidente durante a reunião com diplomatas estrangeiros.
O caso ampliou a repercussão do episódio no Judiciário e na sociedade civil, com novas reações em defesa da democracia e da integridade do processo eleitoral.
Com a decisão, o vídeo de Bolsonaro com embaixadores passa a integrar mais um capítulo das discussões judiciais envolvendo o uso de redes sociais, eleições e combate à desinformação.
Fonte da notícia: CNN Brasil


