Colesterol alto é fator de risco para infarto e AVC; como se prevenir?

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Nesta segunda-feira (8) é comemorado o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol. Em alerta ao alto índice da população que tem um nível elevado de colesterol, o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD-RJ), Daniel Kendler, lembrou que o excesso dessa gordura no organismo é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). 

“Essa gordura é importante para a fabricação de hormônios, para a constituição de membranas celulares. Ela tem várias funções que são super importantes”, explicou Kendler, que é endocrinologista e professor do Instituto de Educação Médica (Idomed) da Universidade Estácio de Sá, em entrevista à Agência Brasil.

Mas já o excesso, entretanto, principalmente do chamado colesterol LDL, ou colesterol ruim, é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC) ou derrame. O “colesterol bom” é conhecido como HDL. 

médico segura placa escrita colesterol alto

O colesterol é um tipo de gordura produzida tanto pelo próprio organismo quanto pela ingestão de alimentos. Segundo o endocrinologista, quando se tem em excesso, ela se deposita nas paredes das artérias e obstrui a passagem, fazendo com que o sangue pare de chegar ao coração; no caso das artérias cerebrais, pode ocorrer o AVC ou derrame cerebral. 

Combate ao colesterol alto 

“Quando queremos melhorar o colesterol alto, logo pensamos nas medidas que evitam as doenças cardiovasculares: manter o peso adequado, fazer atividade física regular, não fumar, não ingerir bebida alcoólica em demasia. Tudo isso é importante para o indivíduo que tem colesterol alto. Porque a doença cardiovascular tem vários fatores de risco e temos que atacar todos eles.” 

Segundo o especialista, outra orientação útil para a redução do colesterol alto é evitar o consumo de gorduras saturadas, principalmente gorduras de origem animal. “É o indicado para redução do colesterol”. Além disso, a realização de exame de sangue anual para medir o colesterol é importante, lembrou o médico. O ideal é que, a partir dos 40 anos – ou até antes, caso a pessoa tenha fatores de risco, como obesidade, diabetes e histórico familiar – se faça, além da consulta, exame laboratorial para avaliação. 

O endocrinologista ressaltou que não há uma receita mágica para não se ter um colesterol alto, porque cada indivíduo é diferente, mas a recomendação geral envolve, em resumo, “não fumar, beber com moderação, fazer atividade física regular e ter uma alimentação balanceada em relação à proteína animal, com pouca gordura saturada, muita fibra, vegetais e frutas”. 

No Brasil, as doenças cardiovasculares são as principais causas de óbitos registrados – cerca de 40% da população brasileira tem colesterol elevado, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Kendler ainda chamou atenção para os casos familiares. A chamada hipercolesterolemia familiar pode afetar mesmo indivíduos saudáveis, ou seja, eles também devem estar atentos à alimentação e manter seus exames atualizados.