Autoridades tentarão retirar civis de Mariupol enquanto bombardeios continuam

Prefeito diz que objetivo é ajudar 6 mil mulheres, crianças e idosos a deixarem a cidade nesta quarta (20); Ucrânia chegou a acordo preliminar com russos sobre corredor humanitário

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A Ucrânia chegou a um acordo preliminar com a Rússia para estabelecer um corredor humanitário para retirar mulheres, crianças e idosos da cidade sitiada de Mariupol nesta quarta-feira (20), informou a vice-primeira-ministra ucraniana Iryna Vereshchuk.

Os ataques russos à cidade portuária sitiada de Mariupol continuam e a situação permanece “brutal e inalterada”, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

As condições podem piorar em breve, com um comandante militar ucraniano dizendo à CNN de um dos remanescentes que eles podem ter “apenas alguns dias ou até horas restantes”.

“Dada a catastrófica situação humanitária em Mariupol, é aqui que vamos concentrar nossos esforços hoje”, escreveu a vice-premiê Vereshchuk nas redes sociais.

“Conseguimos combinar antecipadamente um corredor humanitário para mulheres, crianças e idosos. Reunidos em Mariupol hoje, 20 de abril, a partir das 14h, na esquina da Rua Taganrog com a 130ª Divisão Taganrog”, acrescentou.

O comboio se moveria de Mariupol para Manhush e depois seguiria pela cidade de Berdyansk, controlada pela Rússia, e depois para o norte em direção à cidade de Zaporizhzhia, controlada pela Ucrânia, disse.

“Dada a situação de segurança muito difícil, mudanças podem ocorrer durante a ação. Então, por favor, siga as mensagens oficiais relevantes”, concluiu a vice-premiê.

O prefeito da cidade, Vadym Boichenko, afirmou que espera evacuar cerca de 6 mil pessoas em 90 ônibus nesta quarta. Boichenko informou que cerca de 100 mil civis permanecem em Mariupol, e dezenas de milhares de pessoas já morreram na região desde o início da invasão russa.

As autoridades locais dizem que a cidade portuária foi praticamente destruída.

Um acordo anterior para a criação de um corredor humanitário para os civis deixarem Mariupol foi desfeito em 5 de março. Desde então, repetidos esforços para uma saída segura falharam, com um lado culpando o outro.