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segunda-feira , 2 fevereiro, 2026

Polícia vai atrás de servidores da Sedam que cobravam propina para ‘livrar’ produtores de multas ambientais, em RO

Um secretário de São Miguel do Guaporé também participava do esquema, diz a Polícia Civil. Operação Praticanos visa desarticular esquema criminoso.

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Três integrantes de uma facção criminosa foram presos, nesta terça-feira (25), durante a Operação ‘Praticanos’, da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Segundo investigação, o grupo — composto por servidores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental — , atuava na prática de delitos de corrupção passiva, crimes contra o meio ambiente e contra a administração ambiental.

De acordo com o que foi levantado na Operação Praticanos, o esquema criminoso consistia na utilização indevida dos cargos públicos para obtenção de vantagens ilícitas de empresários. O objetivo era facilitar e acobertar delitos contra o meio ambiente.

“Os servidores públicos, tanto lotados nos escritórios regionais da Sedam quanto um secretário municipal de São Miguel do Guaporé se passavam por agentes ambientais de fiscalização para exigir e solicitar valores dos empresários e proprietários rurais, atemorizando-os de serem autuados administrativamente com multas, embargos às atividades e denúncias a outros órgãos ambientais, como o Ibama”, diz a polícia.

Além das três prisões, a polícia cumpre seis medidas cautelares de afastamento da função pública e dez mandados de busca e apreensão, nas cidades de Ji-ParanáCacoalRolim de MouraMirante da Serra São Miguel do Guaporé, em desfavor de servidores públicos e empresários.

Mandados são cumpridos em Rondônia na Operação Publicanos — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Mandados são cumpridos em Rondônia na Operação Publicanos — Foto: Polícia Civil/Divulgação

O que diz a Sedam?

Em nota à imprensa, a Sedam esclareceu que não “coaduna com atos ilícitos e que ciente dos indícios de corrupção por parte dos servidores que foram alvo da operação”.

A pasta afirma ter colaborado com o cumprimento das medidas, franqueando acesso da Polícia Civil aos documentos e assentamentos da Sedam, “estando à disposição da polícia judiciária, bem como os órgãos de controle com a colaboração de todas as informações necessárias para o andamento das investigações”.

Operação Publicanos

Segundo a Polícia Civil, o nome da Operação remete aos cobradores de impostos do Império Romano. Os publicanos cobravam e enriqueciam à custa da miséria do povo, sendo desprezados pela corrupção praticada.

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